Céu de 2026
Gabriel Souza
| 21-04-2026

· Equipe de Astronomia
Se você está esperando o momento ideal para começar a observar o céu noturno, 2026 promete ser um ano inesquecível.
Logo nos primeiros meses, fenômenos impressionantes já entram em cena: uma superlua, alinhamentos planetários e até um eclipse lunar total.
E isso é só o começo. Ao longo do ano, eventos ainda mais raros devem acontecer — incluindo um aguardado eclipse solar total e uma chuva de meteoros em condições perfeitas de observação. Confira os destaques e prepare-se para olhar para cima.
10 de janeiro: Júpiter em destaque máximo
No dia 10 de janeiro, Júpiter atinge a chamada oposição — quando a Terra fica alinhada entre o planeta e o Sol. Esse posicionamento faz com que o gigante gasoso pareça mais brilhante e maior no céu, oferecendo uma das melhores oportunidades de observação até 2027.
Para encontrá-lo, basta olhar para o leste logo após o pôr do sol. Ele estará na constelação de Gêmeos e permanecerá visível durante toda a noite, formando um triângulo no céu com Sirius e o Cinturão de Órion.
Final de fevereiro: desfile de planetas
Na última semana de fevereiro, o céu noturno ganha um espetáculo especial:
um alinhamento de seis planetas
Logo após o pôr do sol, será possível ver Vênus, Mercúrio e Saturno próximos ao horizonte oeste, a olho nu.
Netuno também estará na região, mas exigirá telescópio. Já Júpiter aparecerá mais alto, próximo à Lua, enquanto Urano poderá ser visto perto das Plêiades com ajuda de binóculos potentes.
Uma dica importante: espere o céu escurecer completamente antes de usar qualquer equipamento óptico apontado para o horizonte.
3 de março: a Lua de Sangue
Na madrugada de 3 de março, um eclipse lunar total vai transformar a Lua em um espetáculo avermelhado.
O fenômeno, conhecido como “Lua de Sangue”, ocorre quando a Terra bloqueia a luz direta do Sol, deixando apenas tons avermelhados atingirem a superfície lunar.
O evento será visível em grande parte das Américas, do Pacífico, além de regiões da Ásia e Oceania. Em agosto, haverá também um eclipse lunar parcial, com a aparência de uma “mordida” escura na Lua.
20 de março: equinócio e auroras intensas
O equinócio de março não marca apenas a mudança de estação no Hemisfério Norte.
Esse período também favorece auroras mais intensas, graças à inclinação da Terra.
Somado ao ciclo de alta atividade solar recente, 2026 pode trazer exibições ainda mais espetaculares das luzes do norte, especialmente em regiões como o Alasca.
8 e 9 de junho: encontro de gigantes
Nas noites de 8 e 9 de junho, Vênus e Júpiter vão protagonizar um belo encontro no céu, aparecendo extremamente próximos — separados por pouco mais de um grau.
O alinhamento será visível logo após o pôr do sol, com Mercúrio também aparecendo nas proximidades. No dia 17 de junho, o espetáculo continua com a Lua crescente entrando na formação.
7 de agosto: a Lua “engole” estrelas
Na madrugada de 7 de agosto, um fenômeno curioso chama atenção: a Lua passará na frente do aglomerado estelar das Plêiades.
As estrelas desaparecerão uma a uma atrás do disco lunar, reaparecendo horas depois.
Esse evento, chamado ocultação, ajuda cientistas a estudar melhor o tamanho e o movimento dos corpos celestes.
12 de agosto: o grande eclipse solar
O momento mais aguardado do ano acontece em 12 de agosto, com um eclipse solar total. Durante alguns minutos, a Lua bloqueará completamente o Sol, transformando o dia em um crepúsculo temporário.
O fenômeno será visível em partes da Groenlândia, Islândia, Portugal e Espanha, enquanto outras regiões da Europa verão um eclipse parcial.
A fase total dura pouco — entre um e dois minutos —, mas o evento completo se estende por cerca de cinco horas. Mesmo breve, será um espetáculo raro e histórico.
12 e 13 de agosto: chuva de meteoros perfeita
Logo após o eclipse, outro show toma conta do céu: o pico da chuva de meteoros Perseidas. Sem interferência da luz da Lua, as condições serão ideais para observar até 90 meteoros por hora em locais escuros.
O fenômeno acontece entre julho e setembro, mas o melhor momento é entre a meia-noite e o amanhecer dos dias 12 e 13 de agosto.
25 de novembro: superlua iluminando o céu
No fim do ano, uma superlua surge no dia 25 de novembro, atingindo seu brilho máximo na madrugada seguinte. O efeito visual é ainda mais impressionante no momento em que a Lua nasce, coincidindo com o pôr do sol.
Essa lua cheia é tradicionalmente chamada de “Lua do Castor” ou “Lua da Geada”.
23 de dezembro: a maior superlua do ano
Poucos dias antes do Natal, o céu reserva mais um espetáculo:
a superlua mais próxima de 2026
Conhecida como “Lua Fria”, ela parecerá maior e mais brilhante do que o habitual. Na mesma noite, Júpiter e Marte também estarão visíveis próximos à Lua, enquanto Saturno aparece no horizonte oposto.
Final de dezembro: um encerramento grandioso
O ano termina com outro alinhamento impressionante. Marte, Júpiter, Urano, Saturno e Netuno estarão visíveis juntos no céu noturno, com a Lua atravessando esse cenário ao longo da última semana do ano.
Nos dias 25 e 26 de dezembro, o espetáculo será ainda mais marcante, com planetas e Lua formando uma linha diagonal no céu até o amanhecer.
Com tantos eventos incríveis, 2026 promete ser um convite irresistível para quem deseja explorar o universo — mesmo que seja apenas olhando para o céu.