Mulheres solo
Gustavo Rodrigues
Gustavo Rodrigues
| 15-05-2026
Equipe de Viagens · Equipe de Viagens

Viagens solo ganham força entre mulheres

Viajar sozinha deixou de ser exceção e virou tendência — especialmente entre mulheres.
De acordo com operadoras de turismo, esse é um dos segmentos que mais cresce atualmente, com destaque para mulheres acima dos 50 anos, cada vez mais independentes na hora de explorar o mundo.
Os números confirmam esse movimento: as buscas por “viagens solo para mulheres” cresceram 30% nos últimos cinco anos. Ainda assim, a segurança continua sendo uma preocupação importante.
Em uma pesquisa recente, 59% das entrevistadas apontaram caminhar à noite como o maior receio ao viajar sozinhas.
Para entender melhor quais destinos oferecem mais tranquilidade, especialistas analisaram indicadores como o Índice Mulheres, Paz e Segurança e o Índice Global da Paz, além de relatos de viajantes solo. A seguir, cinco países que se destacam em 2026.

Costa Rica

Natureza, acolhimento e conexões fáceis Considerada um dos países mais felizes do mundo, a Costa Rica vem avançando rapidamente em segurança e inclusão feminina. O destino também atrai nômades digitais e viajantes independentes.
Segundo a agente de viagens Molly Gagnon, o país é ideal para quem viaja sozinha: “É muito fácil conhecer pessoas por lá”. Locais como Santa Teresa e Nosara reúnem surfistas, empreendedores e turistas de diferentes partes do mundo.
Para quem está indo pela primeira vez, a dica é começar com atividades em grupo — como aulas de surfe ou passeios guiados — e escolher hospedagens mais sociais, como pousadas e hotéis boutique.
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Estônia

Segurança, história e facilidade para explorar
A Estônia alcançou sua melhor posição no Índice Mulheres, Paz e Segurança, refletindo avanços em inclusão e qualidade de vida.
A capital, Tallinn, encanta com seu centro histórico preservado, ruas de paralelepípedos e clima acolhedor. Viajantes relatam sensação constante de segurança, inclusive ao explorar a cidade sozinhas.
Além dos pontos históricos, como torres medievais e túneis subterrâneos, o país oferece refúgios naturais próximos à capital, ideais para caminhadas tranquilas.

Estônia

Vietnã

Interações espontâneas e cultura acolhedora
O Vietnã combina boa colocação em índices de segurança com uma cultura aberta e receptiva. Para quem viaja sozinha, isso se traduz em experiências autênticas e conexões naturais com moradores locais.
Situações simples — como comer em barracas de rua ou conversar em cafés — acabam virando momentos marcantes. Passeios em pequenos grupos também ajudam a facilitar a adaptação inicial.
Muitas viajantes recomendam ir além do roteiro tradicional, explorando o país com guias locais e até se hospedando em casas de família.

Uruguai

Tranquilidade, cultura e hospitalidade O Uruguai se destaca como um dos países mais seguros e pacíficos da América do Sul. Com baixos índices de violência e população acolhedora, é uma excelente escolha para quem viaja sozinha.
Cidades como Colonia del Sacramento encantam com suas ruas históricas, enquanto Montevidéu oferece passeios à beira do rio e uma atmosfera relaxante. Para quem prefere praia, Punta del Diablo surge como alternativa mais tranquila que destinos mais movimentados.
O país também chama atenção por seu carnaval mais longo — e mais calmo — do continente.
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Noruega

Natureza impressionante e alto padrão de segurança
Entre os países mais bem avaliados em igualdade de gênero e segurança, a Noruega é um destino que combina paisagens naturais deslumbrantes com infraestrutura de alto nível.
Relatos de viajantes destacam a facilidade de explorar o país sozinha, inclusive em regiões remotas. Lugares como as Ilhas Lofoten e o arquipélago de Svalbard oferecem experiências únicas, como observar a aurora boreal ou a vida selvagem do Ártico.
Além disso, o país é conhecido por suas acomodações aconchegantes e pelo estilo escandinavo, que valoriza conforto e bem-estar.

Viajar sozinha com mais confiança

Com planejamento e informação, viajar sozinha pode ser uma experiência transformadora. Destinos como esses mostram que é possível unir segurança, liberdade e descobertas pessoais, incentivando cada vez mais mulheres a explorar o mundo no próprio ritmo.