Lolla 2026

· Equipe de Fotografia
Encerramento com público dividido
O terceiro e último dia do Lollapalooza 2026 terminou em clima de diversidade musical e uma característica inédita nesta edição: o público não ficou concentrado em uma única atração principal. Segundo a organização, o domingo (22) reuniu cerca de 100 mil pessoas, com ingressos esgotados.
Diferente dos dias anteriores, quando era fácil identificar as multidões em torno de nomes como Sabrina Carpenter e Chappell Roan, o encerramento trouxe um cenário mais fragmentado. O Palco Samsung, por exemplo, concentrou grande parte da atenção durante a apresentação de Lorde, que mais tarde viu parte do público se dispersar para outras performances simultâneas.
Lorde entrega show intenso e emocional
Multidão, emoção e conexão com os fãs
Lorde foi um dos grandes destaques da noite. Em sua passagem com a turnê “Ultrasound Tour”, a cantora neozelandesa levou o público a um dos momentos mais intensos do festival. A plateia cantou em coro, se emocionou e pulou ao som de sucessos como “Green Light” e “Royals”.
A artista também se aproximou dos fãs no encerramento, criando uma conexão direta com o público — ainda que controlada pela segurança. A performance foi marcada por energia, entrega e uma constante reinvenção de palco, algo já característico de sua carreira.
Tyler, The Creator encerra com diversão
Show leve, dançante e com forte presença de palco
Mesmo sem a maior multidão da noite, Tyler, The Creator fechou o festival com um show vibrante e cheio de personalidade. Em sua primeira apresentação no Brasil, o rapper apostou em músicas românticas, coreografias e interação constante com o público.
O início do show aconteceu com parte da plateia ainda chegando, já que muitos fãs estavam assistindo à apresentação de Lorde ou optaram pelo palco do grupo KATSEYE. Ainda assim, Tyler entregou uma performance sólida e carismática.
KATSEYE aposta na precisão
Coreografias milimétricas e estética impecável
O grupo KATSEYE realizou uma apresentação de cerca de 60 minutos marcada pela precisão quase perfeita das coreografias. Formado em um processo altamente estruturado, o grupo exibiu um espetáculo visual bem ensaiado.
Apesar do entusiasmo no palco, a apresentação foi criticada por sua rigidez. Tudo seguiu um roteiro extremamente controlado, deixando de lado improvisos e espontaneidade — elementos que costumam marcar grandes shows de festival.
Turnstile, Addison Rae e Djo no line-up
Do hardcore ao pop viral
O Turnstile entregou um show enérgico e cheio de mosh pits, mesmo com público reduzido. A banda americana voltou ao Brasil com uma sonoridade mais ampla, misturando rock, pop e elementos eletrônicos.
Addison Rae fez sua estreia no festival com uma performance pop inspirada em ícones como Britney Spears, apostando em coreografias e forte presença cênica, ainda que com uso de playback.
Já Djo, projeto musical de Joe Keery (conhecido por “Stranger Things”), apresentou um show que buscou equilibrar sua carreira de ator com a de músico. No entanto, a performance foi vista como irregular, ainda em fase de consolidação artística.
Um festival de múltiplos focos
O último dia do Lollapalooza 2026 refletiu uma tendência cada vez mais comum em grandes festivais: a fragmentação do público. Com atrações simultâneas e estilos muito diferentes, a noite foi marcada menos por um único grande momento e mais por experiências diversas acontecendo ao mesmo tempo.