Super El Niño
Gustavo Rodrigues
| 05-06-2026

· Equipe de Ciências
El Niño pode voltar com força em 2026
O fenômeno climático El Niño deve retornar em 2026 e já desperta atenção entre cientistas por causa da possibilidade de uma versão mais intensa.
Embora sua chegada pareça cada vez mais provável, ainda não existe consenso sobre o tamanho do impacto que ele poderá causar no planeta. As projeções mais recentes indicam que o evento pode ganhar força ao longo do ano, trazendo reflexos para diversas regiões do mundo.
Probabilidade alta, intensidade ainda indefinida
Segundo estimativas divulgadas recentemente, existe cerca de 82% de chance de o El Niño se formar entre maio e julho. Até dezembro, essa possibilidade sobe para 96%, o que praticamente confirma seu retorno. O principal ponto de dúvida agora é saber se ele será moderado, forte ou entrará na categoria informal conhecida como “Super El Niño”.
O que é um “Super El Niño”?
O termo é usado quando o aquecimento das águas do Pacífico equatorial ultrapassa aproximadamente 2 °C acima da média normal. Nessas situações, os efeitos costumam ser mais intensos, aumentando a frequência de eventos extremos, como secas prolongadas, enchentes, incêndios e ondas de calor. Atualmente, as previsões apontam cerca de 37% de chance de o fenômeno atingir esse nível.
Impactos podem ser sentidos no Brasil e no mundo
Os efeitos variam de região para região. No Brasil, o Norte e o Nordeste costumam enfrentar períodos mais secos durante episódios de El Niño, enquanto o Sul tende a registrar chuvas mais intensas e maior risco de enchentes. Quanto mais forte for o fenômeno, maiores podem ser as consequências climáticas.
O histórico recente acende o alerta
O último episódio ocorreu entre 2023 e 2024 e já trouxe consequências importantes em várias partes do planeta. No Brasil, esteve associado às enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul. Em outras regiões, contribuiu para secas severas e agravamento de eventos climáticos extremos. Mesmo assim, aquele episódio não foi classificado oficialmente como um “super” El Niño.
Aquecimento global pode ampliar os efeitos
Embora o El Niño seja um fenômeno natural que ocorre em intervalos de dois a sete anos, pesquisadores destacam que o aquecimento global tende a intensificar seus impactos. Isso significa que eventos extremos podem se tornar ainda mais severos caso o cenário de aquecimento dos oceanos continue avançando.
Cientistas ainda evitam conclusões definitivas
Apesar dos sinais positivos para o desenvolvimento do fenômeno, especialistas reforçam que ainda é cedo para afirmar se o mundo enfrentará um verdadeiro “Super El Niño”. Fatores como padrões de vento e comportamento das águas do Pacífico continuam sendo monitorados e podem mudar o cenário nos próximos meses. Novas atualizações devem trazer previsões mais precisas ao longo do ano.