Moda surrealista
Beatriz Almeida
Beatriz Almeida
| 09-06-2026
Equipe de Entretenimento · Equipe de Entretenimento
O tapete vermelho do Prêmio Sim à Igualdade Racial mostrou que criatividade e identidade caminham lado a lado quando o assunto é representatividade.
Inspirado no tema “Surrealismo Afro-Indígena Brasileiro”, o evento, promovido pelo ID_BR (Instituto Identidades do Brasil), transformou a moda em uma ferramenta de afirmação cultural.
Realizada no Rio de Janeiro e gravada em 13 de maio, a premiação reuniu nomes como Ícaro Silva, Bella Campos, Péricles, Duquesa, Melly, Jotapê, Lucy Alves e Mestrinho.
A cerimônia reconhece artistas, lideranças sociais e intelectuais que atuam diretamente no combate ao racismo no Brasil e será exibida pela Globo neste domingo (24), após o Fantástico.
Moda surrealista

Tapete vermelho como espaço de identidade

Mais do que uma celebração de prêmios, o evento se consolida como um palco de afirmação estética e cultural das identidades negras e indígenas.
No tapete vermelho, referências tradicionais e contemporâneas se misturam com naturalidade: búzios, cocares, palhas e tranças dividem espaço com alfaiataria, brilho, saltos e peças de luxo.
A proposta vai além da estética — cada look carrega narrativas de ancestralidade, resistência e pertencimento, reforçando a moda como linguagem de expressão social.

Criatividade em destaque entre os convidados

Entre os convidados, a influenciadora digital Amanda Mendes, criadora do perfil Tô de Crespa, apostou em um vestido vermelho assinado por Ellias Kaleb.
A peça, inspirada no universo aquático, buscava transmitir leveza e movimento. “É o que a gente deseja para os nossos dias também”, comentou.
Já o ex-BBB Breno Corã escolheu um visual criado por Dih Morais: blazer branco com detalhes de búzios e calça azul-escuro. O look faz referência à religiosidade e à ancestralidade quilombola do estilista.
A profissional de marketing Ana Paula Santos levou ao evento a lenda da Mãe d’Ouro, figura do folclore que, segundo a tradição, protegia pessoas escravizadas nas minas. Ela combinou corset dourado e saia de tule amarela, reforçando a estética inspirada na entidade.
Moda surrealista

Moda, provocação e identidade masculina

O DJ Umiranda chamou atenção ao propor uma mistura de referências que ele definiu como “Brasil com Egito”. Seu visual combinava casaco branco de alfaiataria, saia de palha seca, mocassim preto e uma touca de crochê com búzios.
Além da estética, o artista também provocou reflexão sobre gênero e vestimenta masculina. “Como homens usam saia? Como se maquiam? Eu quis trazer esse questionamento”, afirmou.
Ele contou ainda que buscou peças que representassem sua identidade e crenças, reforçando a ideia de que a moda também pode ser um espaço de debate e liberdade.