Grupo H 2026
Amanda Fernandes
| 17-06-2026

· Equipe de Esportes
A Copa do Mundo de 2026 coloca frente a frente seleções em momentos bem diferentes, mas com um mesmo objetivo: avançar na competição.
No Grupo H, a Espanha chega como grande favorita, enquanto Cabo Verde estreia no Mundial, a Arábia Saudita tenta reencontrar estabilidade e o Uruguai vive um ciclo cercado de dúvidas sob o comando de Marcelo Bielsa.
A rodada de abertura acontece no dia 15, com Espanha e Cabo Verde se enfrentando às 13h (horário de Brasília), em Atlanta. Mais tarde, às 19h, Arábia Saudita e Uruguai fecham a primeira rodada em Miami.
Espanha: favorita do grupo e candidata ao título.
A Espanha chega ao Mundial embalada por um processo de renovação bem-sucedido após o Catar 2022. Sob o comando de Luis de la Fuente, a equipe deixou de lado o estilo excessivamente cadenciado do passado e passou a adotar um jogo mais vertical, sem abrir mão da posse de bola.
O meio-campo segue sendo o ponto forte, liderado por Rodri, que dá equilíbrio e controle ao time. Ao redor dele, surgem jovens talentos como Pedri, Lamine Yamal e Nico Williams, que oferecem velocidade e criatividade pelos lados.
A proposta espanhola combina pressão alta, retomada rápida de bola e ataques mais diretos. Ainda assim, a grande questão é transformar domínio em eficiência nos jogos decisivos, algo que tem sido desafio em Copas recentes.
Destaque: Lamine Yamal é o nome mais aguardado. Mesmo muito jovem, já se tornou peça central no ataque e símbolo da nova geração espanhola.
Cabo Verde faz uma estreia histórica na Copa do Mundo.
Cabo Verde vive um momento inédito ao disputar sua primeira Copa do Mundo. A classificação veio após uma campanha consistente nas Eliminatórias Africanas, coroada por uma vitória decisiva sobre Camarões.
A equipe, comandada por Bubista, aposta em organização tática e transições rápidas. O sistema 4-2-3-1 privilegia compactação defensiva e velocidade no ataque, com laterais importantes na construção das jogadas.
A expectativa é lutar por uma possível vaga na fase seguinte, especialmente na disputa direta com a Arábia Saudita. Avançar já seria um feito histórico para o país.
Destaque: Ryan Mendes, capitão e maior artilheiro da história da seleção, lidera a equipe com experiência e protagonismo.
Arábia Saudita: um ciclo instável
A Arábia Saudita chega ao Mundial após um período de grande instabilidade no comando técnico. Depois da passagem de Roberto Mancini e do retorno de Hervé Renard, a equipe agora é liderada por Georgios Donis.
O desempenho recente tem sido irregular, com mudanças constantes de estilo e dificuldades para manter consistência. Ainda assim, a evolução individual de jogadores da liga local, fortalecida nos últimos anos, traz algum otimismo.
O time atua em um 4-2-3-1 e aposta em organização e velocidade pelos lados, mas ainda busca identidade clara.
Destaque: Salem Al-Dawsari segue como principal referência técnica e líder da equipe.
Uruguai: um ciclo repleto de dúvidas.
O Uruguai chega pressionado e cercado de incertezas sob o comando de Marcelo Bielsa. Apesar de um início promissor no ciclo, o desempenho caiu de forma significativa após conflitos internos e resultados negativos.
Jogadores importantes chegam ao Mundial com condição física questionada, como Arrascaeta, Bentancur e Darwin Núñez, o que aumenta as preocupações.
A equipe ainda tem qualidade técnica e deve brigar ao menos por vaga no mata-mata, mas a expectativa é baixa em relação a uma campanha longa.
Destaque: Fede Valverde é o principal nome da seleção, líder dentro de campo e peça versátil em diferentes funções.
Panorama do grupo
A Espanha entra como ampla favorita à liderança. Uruguai e Arábia Saudita devem disputar a segunda vaga, enquanto Cabo Verde tenta surpreender em sua estreia histórica. Apesar das diferenças de tradição e elenco, o Grupo H promete equilíbrio na briga pelas posições finais.