El Niño
Gabriela Oliveira
Gabriela Oliveira
| 30-06-2026
Equipe de Estilo de Vida · Equipe de Estilo de Vida

El Niño confirmado

O mundo entrou oficialmente em um novo ciclo do fenômeno El Niño, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
A confirmação indica que o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico já está em curso e deve influenciar o clima global nos próximos meses — com potencial de se intensificar ainda mais até o início de 2027.
De acordo com especialistas, há possibilidade de o evento atingir uma categoria mais forte do que o habitual, o que aumenta a preocupação com seus impactos.
El Niño

O que é o fenômeno

O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Pacífico equatorial. Essa alteração interfere diretamente na circulação dos ventos e na distribuição das chuvas em diversas regiões do planeta, provocando desequilíbrios climáticos.
Embora seja um processo cíclico, ele pode variar em intensidade — e quanto mais forte, maiores são os efeitos extremos.

Impactos no clima

O fenômeno costuma estar associado a uma combinação de eventos climáticos intensos. Entre eles, estão ondas de calor, secas prolongadas e chuvas acima do normal, dependendo da região afetada.
No Brasil, esse contraste pode ser ainda mais evidente: enquanto algumas áreas enfrentam estiagem e altas temperaturas, outras podem registrar tempestades e enchentes em curto espaço de tempo.

Riscos para a saúde

Os efeitos do El Niño vão além do clima e também impactam diretamente a saúde da população.
O aumento das temperaturas favorece o surgimento de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya, já que o calor acelera a reprodução desses vetores.
Além disso, o calor extremo pode causar desidratação, estresse térmico e sobrecarga cardiovascular, aumentando o risco de complicações graves, especialmente entre idosos e pessoas mais vulneráveis.
El Niño

Secas e enchentes

Outro efeito preocupante são os extremos opostos de chuva e seca. Em algumas regiões, a falta de precipitação pode levar à redução de reservatórios e piora na qualidade da água disponível.
Já em outras, o excesso de chuva aumenta o risco de enchentes, deslizamentos e doenças associadas à água contaminada, como leptospirose e hepatite.
Essas variações reforçam a complexidade do fenômeno e o desafio de lidar com seus impactos simultâneos em diferentes partes do país.