3 clássicos nacionais
Gabriela Oliveira
| 28-07-2026

· Equipe de Entretenimento
A história do cinema brasileiro
O Dia do Cinema Brasileiro celebra a trajetória de uma arte construída por grandes nomes e obras marcantes.
Em 19 de junho de 1898, o ítalo-brasileiro Affonso Segretto realizou os primeiros registros cinematográficos no Brasil, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
Décadas depois, a data passou a ser lembrada como o Dia do Cinema Brasileiro, uma homenagem à evolução de uma indústria que atravessou diferentes fases e contou com a contribuição de diversos artistas.
Desde as primeiras imagens registradas por Segretto no curta-metragem “Vista da Baía da Guanabara” até obras reconhecidas internacionalmente, como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, o cinema nacional foi construído pelas mãos de importantes diretores, incluindo mestres da ficção como Glauber Rocha e documentaristas como Eduardo Coutinho.
Para celebrar essa história, confira três filmes brasileiros que marcaram diferentes momentos do cinema do país.
Cabra marcado para morrer
O documentário de Eduardo Coutinho é considerado uma das obras mais importantes do cinema brasileiro. Lançado em 1981, “Cabra marcado para morrer” resgata um projeto interrompido pela periodo militar em 1962.
O filme acompanha a história de João Pedro Teixeira, líder da Liga Camponesa de Sapé, na Paraíba. Quase duas décadas após a interrupção das gravações, o cineasta Eduardo Coutinho retorna à região para procurar a viúva e ex-líder rural Elizabeth Teixeira, além dos filhos do casal.
A produção mistura memória, política e realidade ao reconstruir uma história marcada pelos impactos do período militar.
Onde assistir: Globoplay e Prime Video.
O Céu de Suely
O drama dirigido por Karim Aïnouz apresenta uma história de recomeço ambientada no sertão do Ceará. Considerado pela Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) o 70º melhor filme brasileiro de todos os tempos, “O Céu de Suely” se passa em Iguatu, uma pequena cidade cearense.
A trama acompanha Hermila, uma jovem de 21 anos nascida e criada no sertão. Assim como muitos moradores da cidade, ela decide partir em busca de uma vida diferente.
Porém, a personagem retorna a Iguatu com um filho e sem o marido, que desaparece sem deixar explicações.
Sem perspectivas, Hermila cria uma forma incomum de conseguir dinheiro para deixar a cidade novamente: ela organiza uma rifa envolvendo o próprio corpo.
Onde assistir: Globoplay, Netflix e Prime Video.
Rio 40 Graus
O filme de Nelson Pereira dos Santos foi fundamental para a construção de um cinema brasileiro mais político.
Lançado em 1955, “Rio 40 Graus” é considerado um dos filmes precursores do Cinema Novo, um dos movimentos mais importantes da história do cinema nacional.
A produção acompanha um típico dia de verão no Rio de Janeiro pela perspectiva de cinco garotos negros moradores de uma favela.
Durante a rotina, eles descem para diferentes pontos da cidade, como Copacabana, o Pão de Açúcar e o Maracanã, onde vendem amendoim para sobreviver.
A obra apresenta um retrato social da cidade e ajudou a abrir caminho para uma nova forma de fazer cinema no Brasil.
Obras que ajudam a contar o Brasil
Esses filmes mostram diferentes períodos, estilos e histórias que fazem parte da identidade do cinema nacional. Do documentário político ao drama social e ao cinema de crítica, essas produções continuam relevantes décadas após seus lançamentos e ajudam a entender a trajetória da cultura brasileira nas telas.