9 verdades sobre comer
Eduardo Lima
Eduardo Lima
| 04-08-2026
Equipe de Alimentação · Equipe de Alimentação

Por que uma alimentação equilibrada faz diferença

Manter uma alimentação saudável é um dos pilares para ter mais qualidade de vida.
Segundo a médica nutróloga Marcella Garcez, uma dieta variada e equilibrada fornece a energia necessária para as atividades do dia a dia, inclusive para o funcionamento do cérebro. Além disso, contribui para fortalecer o sistema imunológico. Apesar disso, ainda existem muitas dúvidas sobre hábitos alimentares e o impacto deles na saúde.

1. Um prato variado é indispensável

Quanto mais cores houver no prato, maior tende a ser a variedade de nutrientes consumidos. A especialista destaca alguns grupos de alimentos e seus principais benefícios.
Vegetais verde-escuros
Espinafre, brócolis, alface, agrião e couve são fontes de fibras, betacaroteno, ferro, ácido fólico, vitamina K e clorofila.
Frutas e alimentos alaranjados
Mamão, caju, damasco e caqui oferecem boas quantidades de betacaroteno, vitamina A e vitamina C.
Alimentos vermelhos
Morango, tomate, cereja, melancia e goiaba são ricos em licopeno, antocianinas e vitamina C.
Alimentos roxos
Uva, ameixa, mirtilo, jabuticaba, açaí e berinjela se destacam pelo alto teor de antocianinas e resveratrol.
Alimentos marrons
Nozes, castanhas, cevada, centeio, grão-de-bico, feijão, lentilha, soja e cereais integrais fornecem selênio, vitamina E e vitaminas do complexo B.

2. Moderação vale mais do que dietas radicais

Evitar extremos é uma das estratégias mais eficientes para manter uma alimentação equilibrada. De acordo com Marcella Garcez, quando a pessoa desenvolve consciência alimentar, dietas extremamente restritivas deixam de ser necessárias. Conhecer o próprio corpo e respeitar suas necessidades ajuda a criar hábitos mais saudáveis e duradouros.
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3. Natural nem sempre significa saudável

Um alimento pode ser natural, orgânico ou sem glúten e, ainda assim, conter excesso de açúcar, gordura ou pouca quantidade de fibras. Por isso, a médica recomenda sempre conferir a lista de ingredientes e as informações nutricionais presentes nos rótulos antes da compra.

4. Um único alimento dificilmente é o vilão

Segundo a especialista, é pouco provável que apenas um alimento seja responsável pelo ganho de peso ou pelo surgimento de problemas de saúde. Na maioria das vezes, o resultado está relacionado ao conjunto dos hábitos alimentares e ao estilo de vida.
Exceções importantes
Nos casos de alergias e intolerâncias alimentares, uma única substância pode realmente causar prejuízos à saúde. Nessas situações, a orientação é eliminar o alimento responsável da dieta, sempre com acompanhamento profissional.

5. Priorize alimentos in natura

Embora suplementos nutricionais possam ser úteis em determinadas situações, eles não substituem uma alimentação equilibrada. Marcella Garcez explica que diversos compostos presentes nos vegetais, como os polifenóis, nem sempre estão disponíveis em suplementos. As vitaminas podem complementar a dieta quando indicadas, mas nunca devem ocupar o lugar dos alimentos.

6. Carboidratos não são os responsáveis pelo ganho de peso

Os carboidratos são a principal fonte de energia do organismo. A ausência desse nutriente pode comprometer funções vitais e favorecer o armazenamento de gordura como mecanismo de defesa do corpo.
A nutróloga ressalta que opções como cereais integrais, raízes, feijões, legumes e verduras, quando consumidas em quantidades adequadas, não provocam ganho de peso e ainda oferecem diversos benefícios para a saúde.
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7. As proteínas também contribuem para o emagrecimento

Proteínas de boa qualidade ajudam na preservação da massa muscular, enquanto as gorduras saudáveis promovem maior saciedade, favorecem a absorção de nutrientes e contribuem para o equilíbrio hormonal. Esses fatores podem facilitar o controle do peso quando fazem parte de uma alimentação equilibrada.

8. Comer rápido pode prejudicar a saúde

Mastigar pouco impede que o organismo tenha tempo suficiente para enviar ao cérebro os sinais de saciedade. Como consequência, aumenta o risco de consumir mais alimentos do que o necessário.
Esse hábito também pode favorecer problemas como má digestão, sensação de barriga inchada, ganho de peso e maior risco de desenvolver doenças cardíacas e diabetes.

9. O acompanhamento profissional faz toda a diferença

Cada organismo possui necessidades específicas. Por isso, segundo Marcella Garcez, contar com a orientação de um profissional é a melhor forma de adaptar a alimentação às características individuais, garantindo resultados mais seguros e eficazes para a saúde.